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Bolo de chocolate

Do livro 1964: 60 anos do Golpe Os colonos invadem, e atrás deles os soldados vão corrigindo a fronteira. Desde 1948, os palestinos vivem condenados a humilhação perpétua. Não podem nem respirar sem permissão. Perderam sua pátria, suas terras, sua água, sua liberdade. Tudo. Nem sequer têm o direito de eleger seus governantes. Quando votam em quem não deveriam votar são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se em uma ratoeira sem saída, desde que Hamas ganhou limpamente as eleições de 2006. Algo parecido havia ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador. Banhados em sangue, os salvadorenhos expiaram sua má conduta e desde então viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem. São filhos da impotência. São pífios, os foguetes caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com torpe pontaria sobre as terras que tinham sido palestinas e que a ocupação israelita usurpou. ...
 Costurando o charque.  Porque se usa charque? Se a gente tem geladeira e se carne fresca é tão melhor? Quero compartilhar com os senhores minha destemida desilusão. Fui ao mercado público e comprei um quilo de charque. Bonito. Magro. Cheiroso até. Chegando em casa, lavei algumas vezes com água quente - minha mãe fazia isto - coloquei metade dele de molho num prato de vidro fundo. Troquei a água diversas vezes. Sorte minha que não convidei as pessoas da casa para um almoço. À noite resolvi encarar o charque, que já estava macio e com pouco sal. Botei na penela de pressão para dar uma cozinhada.  Não deu dez minutos e a casa fedia a carne queimada. Abri a panela. Gol. Tirei tudo de dentro, expulsei a parte queimada e provei. Puro sal. Botei duas batatas inglesas grandes, voltei tudo à panela para minorar o sal que ardia na boca. Mal a panela fez aquele chiado, outro cheiro de queimado. Ah eu botei bastante água nas duas vezes. Abri. Tudo queimado. Amargo. Fedido. ...
As Oficinas Literárias nos encaminham para uma estrada que nos foi descohecida pela vida até aqui. Estamos nos preparando para escrever sobre o golpe de 64 no Brasil e na América do Sul. Cada livro que eu leio, cada pesquisa que faço, cada  documentário que assisto  sobre  o golpe que pintou de escuro o Brasil de 1964, me surpeendo com  o tamanho da mentira na qual uma parte grande da população do Brasil acreditou. Descubri interesses sujos, ignorância da elite que comandava o país à época e por isso apoiou o golpe, mentiras, falácias criadas em cima das mais sórdidas mentiras, e interesses econômicos dos Estados Unidos. Resumo da mentira: que o Jango iria instalar o comunismo no Brasil, por isso precisaria ser derrubado. Este comunismo tiraria as propriedades dos seus proprietários, tiraria crianças de suas famílias, e instalaria uma ditadura comunista no Brasil. Quando, na realidade, Jango queria implementar as  famosas reformas de base que levaria...
Entre flores da primavera que já desponta,  e sob os jacarandás que nos espreitam faceiros, estamos terminando mais um livro, resultado de quase um ano de estudos, aprendizados  literários e uma agradável convivência. Nosso lançamento acontecerá no dia 05/11/2013, às 16h, no Memorial do RGS. Esperamos você! Em março de 2014 inicia uma nova turma. Inscreva-se. 
Eu aprendi historia mais ou menos nas escolas por onde passei. Eram tempos difíceis, com uma ditadura instalada no país, onde a proposta era a de que nada ou quase nada soubéssemos para que nada discutíssemos. Fiquei com um desejo contido de saber. Saber história, saber geografia. Saber da política do Brasil, da América do Sul e do Mundo. Talvez por isso eu estude sempre. Mas na literatura encontrei muitas respostas das tantas perguntas que fiz e me fiz ao longo da vida. Encontrei no escritor e historiador Laurentino Gomes um grande mestre da história do Brasil, da chegada da família real, da independência do Brasil do reino de Portugal e Algarves e por fim da proclamação da república, com todas as implicações e envolvimentos que tudo isso teve. A teia que se formou em torno dessas circunstâncias aqui e na Europa são informações que  todo cidadão deve dominar. Recomendo: Leiam 1808, 1822 e 1889. Uma escrita boa, fácil, de compreensão simples, mas muitíssimo valiosa. As coisas d...
Mãos à Obra Literária é um projeto de iniciação à escrita criativa. De iniciação e permanência no mundo literário. Propomos o aprendizado da escrita como ferramenta de inserção no mundo da leitura. Acreditamos que através da experiência encantadora de escrever, de contas histórias, de dizer sua palavra de forma escrita, as pessoas acabam buscando leituras.E buscar leituras é dar as mãos para andar num mundo mágico, de encantamento, aprendizado e conhecimento que não tem fim. Fazemos oficina durante o ano todo e no final lançamos um livro na feira do livro de Porto Alegre. Fazemos ainda mini oficinas, onde mostramos uma pitada do encantamento de criar histórias, de deixar a marca num texto que pode se eternizar. Fazemos pequenas oficinas para que as pessoas se experimentem um pouco mais. Estas duram 3 meses. Fazemos saraus com os grupos para que se encantem com o processo de ler seus escritos e de ler escritos de outros escritores.Cantamos também para tornar os saraus mais emocionantes...
2013 inicia de fato em março. Então, cá estamos para lhes convidar para mais um desafio de escrever contos. As aulas acontecerão na sede da AGEA - Rua dos Andradas, 943 no 12º andar, numa sala adorável, com refrigeração, cafezinho, chá, sucos e biscoitos para aquecerem  e nutrirem nossas tardes de terças-feiras. O horário será de 17h e30min até às 20h. Sempre nas terças-feiras.Nosso mestre será o Luiz Paulo Faccioli. Ao final, em novembro, faremos um livro com a coletânea dos melhores contos. Ainda temos vagas. Se você desejar participar deste lindo projeto, faça contato com a AGEA através do fone 32288770.