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Porto Alegre, 26 de outubro de 2018 Somos valentes. Eu gosto quando nos chamam de valentes. Quem cria filho sozinha como nós, quem trabalha e ainda estuda criando filhos, quem disputa concursos onde os homens costumam ser os privilegiados porque têm sempre mais tempo para estudar que as mulheres, que desde cedo ajudam a cuidar a casa. Somos mulheres que educamos nosso filhos, que participamos da vida politica do nosso entorno, seja no sindicato da nossa categoria, seja nas associações que congregam os trabalhad ores, seja nas agremiações político partidárias, lá estamos nós de bandeira em punho, adesivo no peito e microfone na mão. Nós, as mulheres, além de darmos vida aos nossos filhos, de amamentarmos nossos filhos, dirigimos nosso carro, compramos nossa casa e ainda plantamos roseiras. Costuramos as roupas, fazemos bolo de chocolate e sopas de legumes. Arroz bem soltinho e feijão cremoso, temperado com manjericão colhido na bancada da janela. Escrevemos livros e fazemos arte. Cu...
07.09.2018 Bom dia, minha gente boa! Eu não tenho nenhum amigo banqueiro. Nem mega empresário. Nem um milionário na minha lista. Por isso o que vou falar é dirigido a pessoas que, como eu, tem que trabalhar para comprar seu carro, seus sapatos, suas maquiagens, irem para Capão da Canoa ou para Itapirubá, nos verões quentes. Pagam, com sacrifício, a escola particular dos seus filhos, renegociam a divida da faculdade, porque muitas vezes é difícil pagá-la. Quando se vê uma pesquisa como esta que está sendo mostrada por este pesquisador americano, e que já foi mostrada pelos pesquisadores sérios do mundo todo, que se importaram com as condições da América Latina, eu subo no meu púlpito imaginário, e abano minha mãozinha chamando meus amigos e  amigas. Estamos neste grupo aí, da pesquisa óh. Se a América do Sul teve melhorados os seus índices de saúde, de qualidade de vida, de ensino, se a mortalidade infantil foi reduzida, se o poder aquisitivo dos sulistas americanos foi melhorada,...

Porque o ódio ao PT?

Ontem eu estive em um jantar com amigos e amigas e, num determinado momento, veio o assunto da "crise". Todos reclamando dos tantos bares e restaurantes que fecharam. Do preço do dólar. (Este grupo costuma viajar bastante).Eu não tive coragem de iniciar uma explanação sobre as causas da "crise econômica", visto que havia alguns que sei que odeiam a esquerda. Odeiam só porque odeiam, mas nada sabem sobre economia, nem sobre política. Alguns são ligados ao exército e como tal sempre disseram que nada viram durante o golpe de 64. Hoje eu estou um pouco incomodada pelo meu silêncio. Um nó na garganta por não ter explicado a eles - que são pessoas muito boas, alguns fazem trabalhos sociais - de que: a crise econômica pela qual estamos passando, é decorrente do golpe parlamentar - jurídico-midiático pelo qual passamos em 2016, e estamos ainda atolados dentro dele. Que o desemprego de mais de treze milhões de pessoas é causado pelo golpe de 2016. Que a dificuldade em se ...

Oficinas Literárias

Um trabalho literário As oficinas, cuja iniciativa chamamos de   Mãos à Obra Literária,  são um projeto individual - ou quase, já que algumas parcerias abraçaram a ideia, como minha filha Marla,  que me apoia auxiliando com seus textos e com seus conhecimentos para que as oficinas aconteçam todos os anos e que tenhamos um bom livro publicado ao final. O projeto nasceu da minha vontade solitária de chamar mais pessoas para o universo encantador do livro. Propus uma Oficina de Criação Literária através da APCEF, onde eu estava Diretora Cultural. Foi uma surpresa maravilhosa receber os diversos colegas da Caixa que desejavam escrever ou melhorar sua escrita criativa. De lá para cá, não paramos mais. A cada ano começa um novo projeto que consiste em pensar uma categoria de escrita criativa (conto, crônica, romance, poesia)  que será oferecida a quem desejar escrever, contratar um escritor/professor para ministrar a Oficina. Procurar um local parceiro on...

o dia 07 de abril de 2018

O dia 07 de abril de 2018 vai ficar na história como um dos mais tristes e sombrios da nossa história recente. O presidente Lula, a maior liderança pública deste pais, o presidente que conseguiu a façanha de propor uma forma de governo que tirou mais de 30 milhões de pessoas da pobreza extrema, pois este homem está preso hoje. Um processo ridículo, sem nenhuma prova, sem nenhum nexo com algum crime, um judiciário corrompido, incentivado por uma mídia corrupta,  comprometidos com forças internacionais, estes algozes julgaram e condenaram Lula, como fizeram outros algozes na história que tanto lemos nos livros.  Hoje eu estou muitíssimo triste. Não suporto injustiça, seja ela qual for. Eu espero que minhas netas possam conhecer esta história contada em livros, nas escolas por onde estudarem, como uma das maiores vergonhas da nossa civilização. Espero que dure pouco. Que Lula não fique recluso como ficou Mandela, e outra lideranças que quiseram direitos iguais para todos. Eu e...
Duas avós Me contaram hoje que existem dois tipos de avós. E outros misturados nestes dois. Um que é aquela avozinha, que fala baixo, escuta pouco e está sempre com um novelo e uma agulha de tricô no colo. Abre a porta meio agachada porque o novelo está preso entre os peitões e a barriga. Abraço o neto e o amassa contra sua envergadura macia e fofa. Beija o filho ou a filha – pais no neto (ou da neta) . Escuta as ordens deste ou desta e, sem contestar, obedece (desde que a ordem seja para fazer o neto feliz). Se não for muito do agrado do neto, ela boicota umas tantas vezes. Em segredo. Não pergunta que tipo de educação está sendo oferecida na escola para a criança. Nem pergunta o que farão nas férias. Se eles quiserem dizer que o façam. Ela é que não vai perguntar. Se precisar levar a criança ao médico, o fará de taxi. Não uber tampouco cabyfy. Paga com dinheiro. Compra e paga tudo com dinheiro e à vista.  Não dirige automóvel, nem bicicleta. Faz pão de casa e macarrão c...